Vilhena se prepara para receber novo sistema de ressocialização para detentos e recebe apoio da Câmara de Vereadores

por Adriana Piacentini publicado 17/08/2017 12h10, última modificação 17/08/2017 12h10
Método tem 90 % de taxa de reintegração à sociedade

Na noite da última quarta-feira, 16, aconteceu no auditório do Ministério Público Estadual uma reunião para apresentação da Associação de Proteção e Assistência a Condenados- APAC, às autoridades da cidade.

 

Estiveram presentes na reunião o presidente da Câmara Adilson de Oliveira (PSDB), a vereadora Vera da Farmácia (PMDB) e Wilson Tabalipa (PV), além do vice prefeito Darci Cerutti (DEM), o Juiz Dr. Adriano Lima Toldo , o Promotor Elício de Almeida e o presidente da OAB Estevan Soletti .

A APAC é uma organização civil sem fins lucrativos que trabalha com um modelo humanizado de tratar detentos buscando sua recuperação e reintegração à sociedade. O método foi criado em 1973 e hoje se encontra presente em 27 países.

No Brasil a APAC teve seu início em Minas Gerais e se tornou referência na recuperação de detentos. A taxa de reincidência por parte dos detentos que passam pelo método é de apenas 10%.

Outro ponto de destaque da APAC é o custo por preso mensalmente que vária de R$ 600 a 1000, sendo que no Brasil o menor custo por preso é no Estado de São Paulo, onde cada detento custa aos sofres públicos R$ 1.450,00.

A APAC foi apresentada por Renato Vieira que é funcionário do Ministério Público há 9 anos e desde 2015 faz parte da comissão que busca a implantação da APAC em Vilhena.

Durante a reunião o presidente da Câmara Adilson de Oliveira foi convidado a fazer uso da palavra. “Farei uma reunião com os demais vereadores para passar este projeto, mas posso dizer que vocês terão todo o apoio necessário da Câmara de Vereadores para que isto seja implantando em Vilhena. Vamos tornar isto realidade”, disse Adilson.

A primeira cidade em Rondônia a receber a APAC foi Ji-Paraná, onde um prédio foi alugado para que os trabalhos se iniciassem mais rapidamente, Cacoal também irá ter uma unidade, uma audiência pública será realizada no próximo mês para que o método seja apresentado à comunidade.

Na APAC voluntários e os próprios internos são responsáveis pela manutenção do local, sem o uso de agentes penitenciários ou policiais. Segundo o promotor Elício Almeida que esteve em uma APAC em Minas Gerais, “Ao chegar você até esquece que está no Brasil, pois é tudo totalmente diferente do sistema prisional que estamos acostumados a ver. É a única luz no fim do túnel que eu vejo para o sistema prisional no Brasil”.

A APAC em Vilhena está muito perto de se tornar uma realidade. Com o apoio do Governador Confúcio Moura (PMDB), a direção do projeto já busca um local para construção do prédio que irá receber os detentos, mas, existe a possibilidade de que seja feito o mesmo que ocorreu em Ji Paraná, que para agilizar o início dos trabalhos, um prédio provisório foi alugado, o mesmo poderá ocorrer em Vilhena.

O próximo passo é realizar uma audiência pública para apresentação do método à comunidade vilhenense, fato que irá ocorrer em breve contando com o apoio da Câmara de Vereadores.